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Academic Writing
2026
Escrita acadêmica com autoria
O curso aproxima o rigor da pesquisa da qualidade da prosa. Seu centro é a capacidade de tornar visíveis
pergunta, contribuição, evidências e raciocínio em inglês. A perspectiva de Garner oferece uma identidade
de linguagem e revisão; o desenho de pesquisa e a aplicação aos gêneros acadêmicos constituem o
percurso autoral desenvolvido para o programa.
Garner: linguagem, Direito e edição
Bryan A. Garner é advogado, gramático e lexicógrafo norte-americano, editor-chefe de Black's Law
Dictionary e autor de obras de referência sobre uso do inglês, estilo e escrita jurídica. Seu repertório
articula definição de conceitos, escolha de palavras, organização da exposição e trabalho editorial. Essa
combinação interessa à produção acadêmica porque escrever envolve decisões sobre significado, leitores
e forma. O curso mobiliza criticamente esse repertório para desenvolver maior controle sobre a prosa
científica, com especial atenção às aplicações jurídicas e interdisciplinares.
Precisão com legibilidade
A densidade de uma pesquisa não precisa depender de frases opacas. O programa trabalha a relação
entre termos técnicos, construção sintática e alcance das afirmações. Uma edição consistente conserva
condições, ressalvas, conceitos e vínculos com as evidências, ao mesmo tempo que facilita o
acompanhamento do raciocínio. Dicionários e manuais de uso funcionam como instrumentos de consulta
e justificativa. A clareza resulta de escolhas contextualizadas, considerando o gênero, o campo de
conhecimento e o leitor, sem converter preferências de estilo em regras universais.
Produção científica com autoria
O participante desenvolve sua posição intelectual ao relacionar leitura, pergunta e análise. A contribuição
pode surgir de um argumento, de uma interpretação, de um corpus, de uma comparação ou de resultados
de investigação. O trabalho exige explicitar essa contribuição e mostrar como o percurso de pesquisa a
sustenta. A formação contempla fontes, método, contrapontos e limites, com atribuição adequada das
ideias consultadas. A escrita acadêmica passa a registrar decisões de pesquisa e a construir uma voz
autoral reconhecível, capaz de dialogar com interlocutores internacionais.
Um destinatário editorial concreto
A produção considera o campo de circulação do texto. Escopo, leitores, gênero, extensão e modelo de
avaliação ajudam a identificar periódicos pertinentes. O participante relaciona o manuscrito às instruções
de um destino e organiza título, resumo, palavras-chave e documentos solicitados. A Scholastica integra o
laboratório como ambiente de preparação e comunicação editorial. O dossiê torna a estratégia executável:
evidencia o ajuste ao periódico, a consistência dos arquivos e o próximo passo do autor, respeitando o
estágio efetivo do manuscrito e as decisões dos editores.
Público e ponto de partida
Docentes, pesquisadores, pós-graduandos e profissionais do Direito e das ciências sociais que desejam
desenvolver sua escrita acadêmica em inglês e preparar um manuscrito para interlocução editorial
internacional. Inglês B2 recomendado para leitura e escrita. A amostra de escrita e o estágio da pesquisa
orientam o percurso. Uma pesquisa em andamento ou um manuscrito próprio favorece a aplicação dos
conteúdos.
Leitura crítica e produção científica
A leitura alimenta a produção quando recupera o que um texto faz, como sustenta suas afirmações e para
quem foi escrito. O programa combina inglês para fins acadêmicos, análise de gêneros e reflexão sobre
linguagem. Esse fundamento permite passar da compreensão de fontes à tomada de decisões de
redação, preservando a complexidade da pesquisa e a responsabilidade pelas próprias inferências.
Leitura como investigação
Ler uma fonte implica reconhecer problema, posição, evidência, procedimento e limites. O curso
desenvolve uma postura de leitura que distingue informação expressa, interpretação e inferência do leitor.
A seleção bibliográfica considera pertinência e função no argumento, além de autoria, contexto e alcance
do material. Em textos jurídicos, decisões, legislação e doutrina entram como fontes com papéis
diferentes. O registro dessas relações favorece sínteses críticas e evita que a revisão de literatura se torne
uma sequência de resumos sem vínculo com a pergunta de pesquisa.
Gêneros e comunidades acadêmicas
Os estudos de gêneros associados a Swales e a perspectiva de EAP desenvolvida por Hyland ajudam a
reconhecer expectativas de leitores e práticas de diferentes campos. Introdução, revisão de literatura,
seção analítica e abstract respondem a propósitos situados. O curso examina esses propósitos e suas
realizações linguísticas, sem impor uma estrutura única a todas as pesquisas. O reconhecimento de
convenções oferece recursos para posicionar a contribuição e orientar o leitor, preservando as diferenças
entre estudos doutrinários, comparativos, teóricos e empíricos.
Evidência e força da afirmação
A qualidade da escrita também depende da correspondência entre o que se afirma e o que pode ser
sustentado. A formação trabalha relações entre proposição, fonte, dado e raciocínio de ligação. Descrição,
interpretação, associação, causalidade e proposta normativa exigem formulações compatíveis com seu
fundamento. Modalidade, verbos de atribuição e marcas de limite ajudam a calibrar essas relações em
inglês. O participante aprende a apresentar contrapontos relevantes e a reconhecer condições de
validade, tornando sua posição mais precisa e sua argumentação mais verificável.
Escrita como processo de decisão
Swales e Feak oferecem referência para a relação entre audiência, propósito, gêneros e competências de
produção acadêmica. A perspectiva de Garner acrescenta critérios de uso e edição da prosa. No percurso
autoral do curso, planejamento, redação e revisão se articulam a problemas reais do manuscrito. As
mudanças são avaliadas por sua função: reorganizar uma sequência, explicitar um referente, ajustar um
termo ou restringir uma alegação. Comparar versões permite compreender o ganho para o leitor e
desenvolver critérios transferíveis para novos textos e novas situações editoriais.
